53rd & 3rd
Wednesday, July 19, 2006
Diálogos...
Diálogos são sempre interessantes...
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- Ei, porque a gente não termina o namoro?
- Mas não vai doer?
- Vai, ué. Mas esse namoro não dói também?
- Dói...
- Então. A gente termina e fica com uma dor inédita.
- Como é que a gente faz pra terminar?
- Ahn, você escreve que cansou de tanta dor.
- Tá, deixa eu digitar.
- ...
- NÃO VOU APERTAR ENTER!
- Por quê?
- Porque foi tão horrível ver uma barbaridade dessas escrita! Foi como se todo o universo tivesse se enfiado no ralo da pia!
- Mas que drama...
- Queria que você me abraçasse forte agora pra que eu parasse de tremer...
- E por que a tremedeira?
- Medo do fim.
- Você não tava me dizendo que tinha medo da dor de prosseguir sem certezas?
- Prefiro ter dúvidas ao seu lado.
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Surrupiado da Menina Prodígio
Tuesday, July 11, 2006
Preciso parar de reclamar da vida! Como diriam os seis Monty Python's, ou melhor, cantavam: Always look on the bright side of life...
Sunday, July 09, 2006
Pontos
. Assistir futebol na Globo, ainda mais com o Galvão narrando, é estar imerso numa série de estátisticas espetaculares, como essa:
"A última vez que uma seleção que joga a final de uma Copa do Mundo tem um lateral esquerdo que mede 1,90 foi em 1990!" Uau, que incrível isso, não!?
. Golaço da Copa: Maxi Rodriguez:
. Diálogos:
Louis Lane: Não aceita vinho!?
Superman: Não bebo quando voou.
. Descobri porque Charles Xavier morreu! Tentou ler os pensamentos de uma mulher mais poderosa que ela (como todas elas)!
. "Há muitas esperanças, mas não para nós." Franz Kafka
. Uma propaganda que me chamou a atenção:

. Como bem lembrado: nada como viajar com o brother e tomar tubão quente no café da manhã! :)
. Em tempo: elas sempre me surpreendem, não é possível.
Itália levanta-se com o elmo de Cipião

Fratelli d'Italia,
l'Italia s'è desta,
dell'elmo di Scipio
s'è cinta la testa.
Dov'è la vittoria?
Le porga la chioma,
che schiava di Roma
Iddio la creò.
Stringiamoci a coorte,
siam pronti alla morte.
Siam pronti alla morte,
l'Italia chiamò.
Stringiamoci a coorte,
siam pronti alla morte.
Siam pronti alla morte,
l'Italia chiamò!
Noi fummo da secoli
calpesti, derisi,
perché non siam popoli,
perché siam divisi.
Raccolgaci un'unica
bandiera, una speme:
di fonderci insieme
già l'ora suonò.
Uniamoci, uniamoci,
l'unione e l'amore
rivelano ai popoli
le vie del Signore.
Giuriamo far libero
il suolo natio:
uniti, per Dio,
chi vincer ci può?
Dall'Alpi a Sicilia
Dovunque è Legnano,
Ogn'uom di Ferruccio
Ha il core, ha la mano,
I bimbi d'Italia
Si chiaman Balilla,
Il suon d'ogni squilla
I Vespri suonò.
Son giunchi che piegano
Le spade vendute:
Già l'Aquila d'Austria
Le penne ha perdute.
Il sangue d'Italia,
Il sangue Polacco,
Bevé, col cosacco,
Ma il cor le bruciò.
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Avante Squadra Azzura! Finalmente um time em que eu torcia ganhou o jogo!! Hahahaha...
Agora falta o Andrea Pirlo, volante da Azzura, ganhar o prêmio de melhor jogador!!

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Pra ver que nem os pé-frio eram sempre, quem sabe um dia eu acerto de verdade!
Saturday, July 08, 2006
Há tempos uma música não tocava tanto no meu radinho! Hahahahaha
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Ela só que me ter - Feichecleres
Ela diz que não quer se casar
Que não nasceu pra tomar conta do lar
Não quer ficar a beira de uma fogão
Nem passar roupas ou lavar o chão
Ela só que uma cara pra poder sair
Quer viver sua vida sem ter que pedir
Gozar a noite, se divertir...
Eu fico triste, paro pra pensar
Que ela não quer e não pensa em namorar
Ela só que me ter e nada mais
Diz que precisa de mim
E eu não sei por que
Ele me quer só pra me ter
O que ela quer é um cara que não enrola
É quase dia e eu to caindo fora
Não quer namoro tipo demodê
Mas sim do tipo: "Um dia a gente se vê!"
Ela só que uma cara pra poder sair
Quer viver sua vida sem ter que pedir
Gozar a noite, se divertir...
Eu fico triste, paro pra pensar
Que ela não quer e não pensa em namorar
Ela só que me ter e nada mais
Diz que precisa de mim
E eu não sei por que
Ele me quer só pra me ter
Wednesday, July 05, 2006
Parta meu coração e morra ou excessivamente dramático
Por Marcos Wainer
Aquele coração que você viu pendurado na parede é o meu. Ele pende de um fio de náilon que, por sua vez, está amarrado a um prego de metal. O prego perfura a parede de cimento e tijolos. Alguns farelos da alvenaria se encontram no chão. A perfuração feita a martelo não é precisa. Por isso há alguma folga no orifício. Assim todo esse conjunto - prego, fio e coração - deve logo se espatifar. Estou sentado aqui há algumas horas a observar.
Quero saber quanto tempo decorrerá até que a gravidade sobrepuje a inércia, o atrito entre o metal e o barro cozido. Vou assistir, sentado nessa poltrona, o momento em que esse conjunto deve se juntar às partículas da parede espalhadas no chão de madeira.
Puxe uma cadeira. Sente-se também. Pouco adianta ficar aí, em pé, com as mãos em concha para tentar amparar a queda. Sei que não tem coragem para tocar meu coração. Em outra oportunidade, quando ele ainda tinha espasmos dentro do meu peito, você já demonstrou isso. Não precisa fingir. Mas feche a porta porque esse evento é para poucas testemunhas. Tal e qual quando o universo foi criado e não havia ninguém para presenciar.
Foi assim: todas as partículas, todos os átomos ocupavam-se em se espremer. Tudo o que você possa imaginar e que esteja nesse universo infinitamente grande - esta cadeira, esta mesa, esta poltrona, este prego, este fio, este coração, você, eu -, tudo estava condensado em um único ponto. Infinitamente pequeno.
Aí, dizem, quando não era mais possível condensar mais nada, houve uma grande explosão. Essas partículas feitas de um material primordial, a uma temperatura altíssima, se espalharam pelo nada e, na mesma proporção em que formavam galáxias, sistemas, estrelas, planetas, cadeiras, mesas, poltronas, pregos, fios, corações, você e eu, elas se
resfriavam.
Não consigo entender em que circunstância e em que capítulo da história astronômica você se tornou tão fria e eu permaneci tão quente.
O fio que nos liga é de natureza diferente daquela do fio que liga o coração ao prego. O fio que nos liga está a minha volta tão apertado que chega ao ponto da gangrena. Às vezes olho para meus braços e pernas e tenho a impressão de que estão azuis. Às vezes, não os sinto e tenho a impressão de que cairão, a sensação de que não mais me moverei pois deixei-os no caminho. O fio que nos liga paralisa-me.
E, ao seu redor, ele está tão frouxo que é sorte sua eu estar voltado para o abismo e não você. É da natureza das muito belas serem amadas com facilidade sem, no entanto, sentirem a necessidade do esforço de amar. Uma vez esgotada a paixão sempre haverá um trouxa pronto a se atirar no primeiro buraco por causa delas. Não se preocupe, não cairei. E, se cair, já estou acostumado.
Mas, olhe, o prego se sustenta por apenas alguns milímetros na parede e já desliza para baixo.
Finais possíveis
Final 1 - No momento em que, finalmente, o prego escorrega da parede, ela se joga com os braços estendidos. Em câmara lenta, percebe-se que as duas mãos conseguirão aparar a queda. Black out. Vê-se, a seguir, ela caída, os olhos voltados para cima. O que ela enxerga é um coração atravessado por uma flecha a poucos centîmetros de seus dedos, definitivamente preso à superfície. Ela volta o olhar em direção ao sofá e ele aponta um outro projétil para sua garganta. A flecha vôa em sua direção. Black out. Sobem os créditos.
Final 2 - Ela ouve as palavras dele mais um pouco. Vemos apenas os lábios que se mexem sob a trilha sonora. Close-ups alternados entre um e outro. Então, sem um motivo aparente para isso, ele se levanta, arranca o coração da parede, morde, mastiga e engole o naco. Joga o órgão sem vida por cima do ombro enquanto vai embora. Close na porta que se fecha. Créditos.
Final 3 - Ela fica excitada com a camisa suja de sangue que ele traja. Beija-o na boca e sua mão vai em direção ao sexo dele. Evidente que não o ama, mas os dois decidem ficar juntos assim mesmo porque adoram sexo pervertido. Diversos pontos ficam em aberto e deixam a possibilidade de uma continuação.
Final 4 - Ela tenta amparar a queda, mas não consegue. Tudo se arrebenta no chão. Na verdade, o coração foi feito com gelatina vermelha. O filme termina com os dois rindo e comendo o doce. Sobem os créditos, intercalados com cenas de erros nas gravações e uma música feliz.
Os atores - É preciso que o responsável pelo elenco consiga um ator muito parecido comigo há cerca de 10 anos, capaz de cenas dramáticas e até mesmo de se apaixonar. Ela pode ser aquela garota com quem tive uma paixão mal resolvida na adolescência. Na impossibilidade de viagens no tempo, melhor deixar as filmagens para algum período em que isso seja possível. Ainda assim, os personagens deverão ter uma aparência adulta. De tal maneira que, se não for possível uma caracterização convincente, a produção deve ser definitivamente engavetada.
A crítica feroz – Excessivamente dramático. A imagem de um coração pendurado por um
barbante é por demais forte a ponto de ser ridícula. Mulher nenhuma iria se comover com tal coisa. No máximo, acharia que o sujeito ficou louco e chamaria os homens de branco para levá-lo ao hospício. A meu ver, nem a isso ela se daria. Comparar a situação dos dois com a criação do Universo, em uma metáfora sem imaginação, e o resfriamento das substâncias equiparado à crescente indiferença dela enquanto nele a paixão permanece, comoveria apenas o público mais piegas. A possibilidade de escolha de diversos finais possíveis já foi explorada em filmes de baixa qualidade tais como Corra, Lola, Corra, embora de maneira diferente.
Enfim - Eu não pude tirar meu coração do peito. Sem ele não vivo. Você não deparou com ele pendurado por um fio de náilon preso a um prego que perfurava a parede e que,lentamente, deslizava por um orifício frouxo. Pois você não surgiu repentinamente na porta. Não havia sofá para se sentar e observar o espetáculo, não havia cadeira em que se escorar, nem havia nada. Apenas a minha cara, a olhar para o infinito, em busca dos primeiros momentos do universo e da imediata seqüência de ações e reações que trouxeram-me até aqui e levaram você até ali. Um aqui e um ali bem distantes um do outro. Certo de que jamais entenderei.
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Surrupiado da edição no. 1 do Todoprosa, caderno literário editado pelo Cracatoa Simplesmente Sumiu
Tuesday, July 04, 2006
Pensamentos tirados de um desenho animado numa manhã de terça-feira entediante
"As pessoas se transformam na fantasia que usam."
Martin Mistery

