Sunday, April 30, 2006

Conversa (!?) inusitada...

Picasso é um personagem nas tiras de Liniers. Nessa publicação de hoje no jornal LaNacion, um conversa um tanto que inusitada!

Click aqui para abrir

bom, eu fico na dúvida qual das opções eu escolho... hehehe... Acho que a primeira mesma! E viva a Campbell's (se alguem quiser me dar uma de presente)!!

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sem muito o que falar...
Ao som de Strenght to Endure - Ramones

Tuesday, April 25, 2006

não tinha como não fazer isso...

Parabéns =)

ps: resta uma pergunta... quando isso vai passar!? pelo jeito... nunca!

Saturday, April 22, 2006

Ai, que saudade do luar da minha terra

Curioso! Terminei o último post sobre o que decidi fazer nesse! Juro não foi de propósito! hehehe...
Aqui vai uma das mais belas pérolas da música popular brasileira, a música Luar do Sertão. A autoria é revindicada por dois excelentes compositores: Catullo da Paixão Cearense (nome legal!) e João Pernanbuco. Também existe variações das estrofes, mas o refrão é imortal...

Quem quiser ouvi-lá, sugiro a belíssima(putz, lembrei da novela!!) versão do Luiz Gonzaga e Milton Nascimento.
Luar do Sertão

Ai, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão
Não há, oh gente, oh não
Luar como este do sertão

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção e a lua cheia
A nos nascer do coração

Coisa mais bela neste mundo não existe
Do que ouvir-se um galo triste
No sertão, se faz luar

Parece até que a alma da lua é que descanta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar

Ai, quem me dera que eu morresse lá na serra
Abraçada à minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrada numa grota pequenina
Onde à tarde a surunina
Chora a sua viuvez

Friday, April 21, 2006

Momento Nostalgia


Hoje longe muitas léguas nessa triste solidão
Espero a chuva cair de novo pra eu voltar pro meu sertão
(Asa Branca - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)

Pena que eu não irei voltar pro meu sertão. Não pr'aquele sertão. Talvez outros virão. Mas sempre vai ficar gravado na minha memória aquela época, aquele lugar, aquelas pessoas... afinal:
não há, oh gente, oh não, luar como esse do sertão...

Thursday, April 20, 2006

"Escrever o palavrão pelo palavrão é a modalidade atual da antiga arte pela arte."

Mário Quintana


Dia dos namorados
Marçal Aquino

O rapaz e a moça entraram na pousada e, de um jeito tímido, ele perguntou o preço da diária. O velho Lilico informou e o rapaz e a moça trocaram um olhar em que faiscaram jóias de diversos tamanhos. A maior delas era a cumplicidade.

Enquanto o rapaz preenchia a ficha de entrada, a moça se afastou um pouco para examinar melhor o quadro na parede — e pude vê-la por inteiro.

Era muito bonita. Tinha os cabelos e a pele claros. Alta, magra, ossos salientes nos ombros. Estava no mundo há pouco mais de uma década e meia e, com certeza, alguém que recusara já havia escrito poemas desesperados pensando nela. Ou cortado os pulsos — o que é quase a mesma coisa.

Embora não merecesse, o quadro recebeu toda sua atenção por alguns instantes. Era uma pintura ordinária. Eu já tivera a oportunidade de analisá-la durante as longas tardes em que a chuva me impedia de sair para caminhar pela cidade. Uma cidade habitada, fora da temporada turística, por velhos, aposentados e hippies extemporâneos. Gente que tentava, de um jeito ou de outro, ser esquecida.

O quadro: penso que o artista havia experimentado um momento de genuína felicidade ao contemplar, em algum canto do país, aquelas montanhas, aquele prado, aqueles cavalos. E, generoso, decidira compartilhar esse momento com o resto da humanidade. Mas a verdade é que fracassara. A arte não é feita de boas intenções.

O olhar com que a moça se despediu — para sempre — daquela obra continha um pouco de piedade. E, com isso, ela me conquistou em definitivo.

O velho Lilico entregou a chave ao rapaz, que se voltou e sorriu para a moça. Seu ar era de alguém vitorioso. Mas sou capaz de apostar que a mão que ele juntou à dela, antes de subirem a escada de madeira, tinha a palma molhada de suor. Havia um princípio de rubor no rosto dela. Eram muito jovens e estavam vivendo um grande momento, mas não sabiam disso ainda. Essas coisas a gente só compreende depois.

Lilico deixou o balcão da recepção e foi até a copa, onde falou alguma coisa para Jair, um de seus empregados. Em seguida veio até a mesa que eu ocupava.

"Gosto de gente que chega para hospedar-se sem nenhuma bagagem", ele comentou.

"E a felicidade que eles carregam, não conta?", eu perguntei.

Ele examinou o tabuleiro, como se estivesse tentando rememorar a jogada que pretendia fazer antes de ser interrompido pela chegada do casal.

"Mandei o Jair levar uma garrafa de champanhe para eles. Cortesia da casa”.

"Fez bem", eu disse."Gozado, sabe quem essa moça me lembrou?

"Eu disse: "Sei"."Acho que foram os olhos dela", ele falou. "Muito parecidos.

"Retomamos o jogo e não falamos mais do casal. Eu, porém, continuei pensando neles. Num dia como aquele, anos antes, uma mulher, que entrava comigo num hotel bem diferente daquela pousada, me dissera: "Hoje eu vou te dar um presente muito especial".

Um pouco depois da meia-noite interrompemos o jogo e o velho Lilico recolheu as peças e guardou o tabuleiro. E eu já estava no meio da escada, a caminho do meu quarto, quando ele perguntou:

"Você ainda pensa nela?"

"De vez em quando eu penso."

"E por que você não vai atrás dela? Vocês dois ainda têm alguns anos pela frente."

"A mágica não acontece duas vezes", eu disse.

O velho Lilico balançou a cabeça.

"Você sabe que só em filme francês antigo o herói termina seus dias em hotéis vagabundos, escrevendo livros que nunca irá publicar”.

Eu me limitei a sorrir. Então ele me desejou "boa noite" e voltou para a recepção.

Eu subi a escada e, ao chegar ao corredor, parei diante da porta do quarto que o casal ocupava e tentei ouvir alguma coisa. Mas tudo estava silencioso. Entrei nó meu quarto e, enquanto me despia, pensei no velho Lilico. Ele tinha razão: ainda me restavam alguns anos pela frente. E essa era a pior parte da história.

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Olhem que legal isso: http://www.rocklivee.com/index.php?page=rock/resenhas/tribos160406

Monday, April 17, 2006

Habemus Blogus!!


Aiaiai... mais um vez...

Mais uma tentativa de montar um lugar para guardar minha tranqueira, falar algumas bobagens e fazer o que eu quiser...

Vou postar aqui coisas que eu acho interessante: desde músicas até tirinhas ou poemas... Não sei se um dia pretendo tornar público isso, mas é uma forma de manter minha memória gravada. =]


ps: Acho que já deu pra observar, sou péssimo com introduções. Mas com o tempo vocês - meus leitores imaginários - irão descobrir que não é só com as introduções...

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E pra começar em grande estilo, apresento-vos a um cartunista argentino (tinha que ser, não?)...

Liniers

Liniers é o segundo nome de Ricardo Siri (nascido em Buenos Aires em 15 de novembro de 1973), que desde de cedo lia com entusiasmo todos livros ou revistas que estivessem narrados em quadrinhos. Assim foi que sua formação basamental no mundo das histórias em quadrinhos conta com o aporte de Hergé1, Goscinny e Uderzo2, Quino3, Oesterheld e Solano Lopez4, Schulz5, Herriman6 e mais uma longa lista de etcéteras.

Estudou Ciência da Comunicação e Publicidade, só para descobrir que de nada lhe interessava a publicidade, e se começou a arrumar lugares onde poderia publicar seus desenhos. Dos fanzines, passou as revistas e chegou aos jornais. Seus desenhos passaram por publicações como Lugares, ¡Suélteme!, Hecho en Buenos Aires, Calles, Zona de Obras, Consecuencias y ¡Qué suerte! (Espanhaa), Olho Mágico (Brasil), 9-11 Artists respond (E.E.U.U.), Comix 2000 (França) entre outros.

Junto a Santiago Rial Ungaro, publica em 2001 o livro "Warhol para principiantes"7 de Ediciones Era Naciente. E 1999 começa a publicar um quadrinho semanal no Suplemento NO! de Página/12 chamado Bonjour de onde surgem as primeiras tiras com pingüins. Após 3 anos de Bonjour, a humorista Maitena o apresenta ao La Nácion em junho de 2002 e começa a publicar Macanudo8 na última página do diário, aonde apareceram mais pingüins e outros entranhos personagens que de vez em quando aparecem na tira.

Realizou ainda duas mostras de pintura, "Macanudo" em Ludi (2001) e "Mono en Bicicleta" em La Bibliotheque (2003) e vendeu um ou outro quadro.

Está casado e está contente.

Retirado do site do jornal La Nácion (http://www.lanacion.com.ar/edicionimpresa/liniers.asp)
A tradução (livre e horrível) e as notas são minha.

Notas:
1. Hergé (Georges Remi, belga, 22/05/1907 - 3/3/1983): Criador do personagem Tin Tin.

2. Goscinny (René Goscinny, francês, 14/8/1926 - 5/11/1977) e Uderzo (Albert Uderzo, francês, 25/4/1927 - ): Criadores de Asterix.
3. Quino (Joaquín Salvador Lavado, argentino, 17/7/1932 - ): Criador da personagem Mafalda.
4. Oesterheld (Hector German Oesterheld, argentino, 1919 - 1977) e Solano Lopez (Francisco Solano Lopez, argentino, 26/10/1928 - ): Cartunistas argentinos, criadores da série de ficção científica 'El Eternauta'.
5. Schulz (Charles Schulz, norte-americano, 26/11/1922 - 12/02/2000): Criador dos personagens Charlie Brown e Snoopy.
6. Herriman (George Herriman, norte-americano, 22/8/1880 - 25/4/1944): criador dos 'Krazy Kat'.
(fonte: http://www.lambiek.net/artists/index.htm)
7. Participa com ilustrador do livro. (http://www.powells.com/cgi-bin/biblio?inkey=74-9879065964-0)
8. Tira de autoria de Liniers publicada diariamente no jornal La Nácion e no site www.lanacion.com.ar.


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E chega de enrolação...

Clique aqui para abrir a tira.

(também retirado do site do jornal La Nácion no dia 17 de abril de 2006)