Sunday, April 19, 2009

Aonde fomos para?

Acabei de sair de uma reunião da velhos amigos, quando assistiamos um video dos nossos 16 anos. Quando besteira que a gente fazia, simplesmente para se divertir.

Depois fiquei pensando ainda, que tempos depois, de conversas na arquibancada do CEFET, ou aquelas manhãs, que viravam tarde e que viravam noite (e mais tardiamente, madrugada)... Onde tudo foi parar?

Para onde foram os momentos importantes? As pessoas importantes? Enfim, para onde foi uma vida que valha a pena ser vivida?

É comum aceitar que vamos ficando mais velhos, aumentam as responsabilidades, precisamos começar a nos virar, resolvernos nossa vida. Mas a única coisa que vejo é que não resolvemos nada. Criamos uma série de necessidades, problemas e impecilhos para sermos realmente felizes.

É um problema seríssimo que pretendo refletir. Quiça o mais importante de todos.

Aonde fomos parar!?

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Saturday, September 06, 2008

Cantiga para não morrer
Ferreira Gullar


Quando você se for embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Tuesday, March 25, 2008

Quem sou eu?

Para não contrariar você
Paulinho da Viola

Quem sou eu
Pra dizer que você fica mais bonita
Desse jeito ou daquele, quem sou eu
Quem sou eu
Pra falar mal do seu gosto
Da pintura no seu rosto
Quem sou eu, não sou ninguém
Cada um trata de si
Seus olhos parecem dizer
Muito bem
Eu prefiro não falar
Para não contrariar você

Fico no meu samba
Se quiser, pode ficar
Vou lá na Portela
Mesmo que você não vá
Não darei ouvidos
Se você me provocar
Mas aceito um beijo
Se você quiser me dar

- - - - - - -

Isso é com ou ruim!?

Wednesday, March 12, 2008

como é mesmo amar em paz?

Tuesday, February 26, 2008

Sempre que eu me lembro do Vinícius, ele está rindo. [...] E aí sempre me aparece a figura. É até gozado, porque nunca é a figura da fossa, nunca é a figura do desenpero, do desencanto. E eu acho isso uma coisa importante, porque eu acho que a vida é uma invenção. Se você quer inventar pro ruim, você inventa pro ruim. Se quer ivnentar pro bom, você inventa pro bom. Então, esse negócio de ficar... eu tenho horror a esse negócio de ficar sempre pra baixo, 'a verdade sobre a existência'. Não tem sentido. O Beckett, acho um chatola. A verdade sobre a existência... Mentira! Ninguém sabe qual é a verdade. Você escolhe dizer que tudo é uma merda, que não tem sentido nada, não ajuda ninguém, pode até ganhar o prêmio Nobel; mas não ajuda ninguém. Eu prefiro o cara que bora a vida pra cima, pois já que ninguém sabe qual é a verdade, eu vou botar pra baixo?

[Ferreira Gullar, no documentário Vinícius de Moraes]